terça-feira, 16 de julho de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
Eu vim de bem longe
Aos primos, primos,
tias,
tios, avós e avôs.
...
...
as famílias esperavam pausavam seus movimentos para cada
movimento de signos e miscelâneas de nossas peles, fusão, éramos os parentes de
outros tempos longe e tão naquele instante éramos longe entre eles mas estávamos
lá e somente lá ....
... a vida,
... vias...
a feira esparramada na porta da minha avó materna no dia de
todo domingo de feira a feira de sempre feira de todos os domingos de esparramar-se
na feira entre tantas melancias e laranjas.
...
... corríamos as veias de um ponto a outro das casas dos
nossos um bilhete de um destino a outro uma benção de um destino a outro entre
bênçãos e destinos estávamos soltos no mundo vez em vezes errávamos os bilhetes
de um a outro escrevíamos nas graças de um mais ousado na audácia de cada um
confiante em cada um éramos mais e fortes
pais de uma irmandade cúmplice éramos os únicos feliz talvez os mesmos a
cada meio e fim de ano sempre numa intensidade num som ou cor de cada, um
fuxico de várias vozes várias vozes de uma só nota.
... a cidade,
... a vida,
... vias...
...
os domingos passavam as cidades repassavam em estadias
passadas ...
éramos a estrada macia esburacada novamente a correr em
placas e matagais e vez e poucas vezes mais vezes ínfima encalacrada éramos a
volta, meia volta e volta e meia
a casa no carro
dentro daquele automóvel.
... a estrada.
... as cidades.
e as velhas...
...
sábado, 3 de novembro de 2012
um pressentir
... para quem acha que 2012 é o fim de tudo, um observação 2011 ainda não terminou. 2013 é renovação, é hora de uma vez por todas despontarmos enquanto seres humanos, humanidade. Como sei disso? Eu acabei de vê crianças brincando na mesma rua que também brinquei, e eram apenas crianças brincando na rua de um sábado a noite.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
the famous silênce in hour of lunch
The silence arrive
and sit in my person
for hour and hour
And when want to speak.
Nothing. Nothing.
Only. To be in forest, in house and road of the silence.
and sit in my person
for hour and hour
And when want to speak.
Nothing. Nothing.
Only. To be in forest, in house and road of the silence.
domingo, 2 de setembro de 2012
Em Folhas de Papel
Como se a folha só fosse fechar o serviço bater o cartão e voltar para casa
a folha vagueia e borbulha e espalha
um som na vila de outros
como se a folha fosse resumo
a folha paisagem em "ad" rascunho
Há de nascer em incensos e séculos, quarto de século. A folha
sábado, 1 de setembro de 2012
frases da cabeça no tempo - série zero a direita # 0
... a chance de qualquer iniciativa é zero, se você não tentar ...
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
um escrever no final de todos D Fm G C7 C#7 ( Dedilhado)
um escrever no final de todos
D Fm G
C7 C#7 ( Dedilhado)
no final da travessa há uma
cartomante
não lê mais futuro
não lê mais o passado
e pouco sabe das conversas ao
lado do habitat
Uma cartomante do interior de
porta aberta
é uma mulher velha de pouca
idade aparente
de fala baixa e rasteira e uma
presença
Um escrever no final de todos
entrar numa porta do interior
a cartomante entre a porta
entreaberta é o alcance do até onde ...
atrás da porta há um abismo,
um vaso ...
a cartomante espera, imagina
...
quando entrei na casa da
mulher
quando entrei na casa da
mulher,
de um modo era um erro
aparente de pouca idade
uma porta aberta no interior é
entrar além do alcance,
atrás da porta há uma esfinge,
pouco importa
e nas portas ao lado do
habitat que vigiam
uma porta do interior.
a travessa de uma porta a
outra reconhece por
nome e sobrenome das demais
portas
de hora de parto e de fome
das dores de quarto um pouco
talvez,
das fomes e revelias é uma
certeza.
A cartomante que não carteava
mais de um estalo estava atrás da porta
da mesa das cartas esperava imagina atrás do abismo a porta
da mesa das cartas esperava imagina atrás do abismo a porta
por presente entre a porta
entreaberta a cartomante
na porta da cartomante estava
entre uma ponta e outra da
travessa quando sai
era um caminhão de mármore
tombado NUMA ESTRADA DESERTA de tantas portas surgidas
e no dia seguinte a multidão
era maior
carregavam a travessa, a cartomante, a porta e o final da travessa nos seus balaios de leva e traz
carregavam a travessa, a cartomante, a porta e o final da travessa nos seus balaios de leva e traz
por saber da presente
cartomante numa porta entremeia
entrei e a surpresa a única em
tempos estava na porta da cartomante
e em todos os balaios de leva e traz da travessa
e em todos os balaios de leva e traz da travessa
os balaios percorreram as
demais travessas e estradas.
Vi uma senhora carregar dentro
do balaio uma pedra enorme de mármore
era pesado mas era uma senhora carregado o improvável.
era pesado mas era uma senhora carregado o improvável.
E até onde se foi imaginar
soubesse da porta, da cartomante e da travessa
estava no tempo de esquecer
com tempo que se paciência e não o tempo que se deseja
sai da porta da travessa da
estrada
e não desmandei a voltar
Soube depois que a porta da
cartomante fechou e não abria nem para sair a lugar algum
nem para saber se havia,
precisava, adoeceu ou mesmo então morreu.
mais uma vez estava na porta
da cartomante fechada por tempo de não se esperar nada
duas batidas no silêncio
três batidas no silêncio
e as caras de nome e sobrenome
estavam no costume de sempre
uma voz de um instante
estourou suave
e as caras e portas tomavam
corpo
a aberta entremeia a porta
disse: - Entre!
Uma mulher jovem com a
aparência de conhecida, seguiu:
- Minha Avó morou por
cinquenta anos nessa casa e por cinquenta anos leu e releu
o passado e futuro de muita
gente, mas pouco antes de encontrar contigo por questões
que nunca comentou perdeu a visão do todo e até você aparecer, nada mais de passado ou futuro.
que nunca comentou perdeu a visão do todo e até você aparecer, nada mais de passado ou futuro.
Ela sabia que você viria no
passado e sabia que você viria no futuro,
e deixou um recado.
Num bilhete estava escrito.
" entre o passado e o futuro só existe um ponto, não se avança sem
reconhecer
o limite desses dois. E é no
limite que se afina as idéias, é no limite que se define as situações
o presente é o limite. Aceite
o meu presente, mas antes reveja o seu e se dê ao presente.
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