um escrever no final de todos
D Fm G
C7 C#7 ( Dedilhado)
no final da travessa há uma
cartomante
não lê mais futuro
não lê mais o passado
e pouco sabe das conversas ao
lado do habitat
Uma cartomante do interior de
porta aberta
é uma mulher velha de pouca
idade aparente
de fala baixa e rasteira e uma
presença
Um escrever no final de todos
entrar numa porta do interior
a cartomante entre a porta
entreaberta é o alcance do até onde ...
atrás da porta há um abismo,
um vaso ...
a cartomante espera, imagina
...
quando entrei na casa da
mulher
quando entrei na casa da
mulher,
de um modo era um erro
aparente de pouca idade
uma porta aberta no interior é
entrar além do alcance,
atrás da porta há uma esfinge,
pouco importa
e nas portas ao lado do
habitat que vigiam
uma porta do interior.
a travessa de uma porta a
outra reconhece por
nome e sobrenome das demais
portas
de hora de parto e de fome
das dores de quarto um pouco
talvez,
das fomes e revelias é uma
certeza.
A cartomante que não carteava
mais de um estalo estava atrás da porta
da mesa das cartas esperava imagina atrás do abismo a porta
da mesa das cartas esperava imagina atrás do abismo a porta
por presente entre a porta
entreaberta a cartomante
na porta da cartomante estava
entre uma ponta e outra da
travessa quando sai
era um caminhão de mármore
tombado NUMA ESTRADA DESERTA de tantas portas surgidas
e no dia seguinte a multidão
era maior
carregavam a travessa, a cartomante, a porta e o final da travessa nos seus balaios de leva e traz
carregavam a travessa, a cartomante, a porta e o final da travessa nos seus balaios de leva e traz
por saber da presente
cartomante numa porta entremeia
entrei e a surpresa a única em
tempos estava na porta da cartomante
e em todos os balaios de leva e traz da travessa
e em todos os balaios de leva e traz da travessa
os balaios percorreram as
demais travessas e estradas.
Vi uma senhora carregar dentro
do balaio uma pedra enorme de mármore
era pesado mas era uma senhora carregado o improvável.
era pesado mas era uma senhora carregado o improvável.
E até onde se foi imaginar
soubesse da porta, da cartomante e da travessa
estava no tempo de esquecer
com tempo que se paciência e não o tempo que se deseja
sai da porta da travessa da
estrada
e não desmandei a voltar
Soube depois que a porta da
cartomante fechou e não abria nem para sair a lugar algum
nem para saber se havia,
precisava, adoeceu ou mesmo então morreu.
mais uma vez estava na porta
da cartomante fechada por tempo de não se esperar nada
duas batidas no silêncio
três batidas no silêncio
e as caras de nome e sobrenome
estavam no costume de sempre
uma voz de um instante
estourou suave
e as caras e portas tomavam
corpo
a aberta entremeia a porta
disse: - Entre!
Uma mulher jovem com a
aparência de conhecida, seguiu:
- Minha Avó morou por
cinquenta anos nessa casa e por cinquenta anos leu e releu
o passado e futuro de muita
gente, mas pouco antes de encontrar contigo por questões
que nunca comentou perdeu a visão do todo e até você aparecer, nada mais de passado ou futuro.
que nunca comentou perdeu a visão do todo e até você aparecer, nada mais de passado ou futuro.
Ela sabia que você viria no
passado e sabia que você viria no futuro,
e deixou um recado.
Num bilhete estava escrito.
" entre o passado e o futuro só existe um ponto, não se avança sem
reconhecer
o limite desses dois. E é no
limite que se afina as idéias, é no limite que se define as situações
o presente é o limite. Aceite
o meu presente, mas antes reveja o seu e se dê ao presente.
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